Este Manual é um trabalho acadêmico para a disciplina de Nutrição Mineral no Curso de Agronomia da UNESP no Campus Experimental de Registro.
Cobre
Deficiência
Sintomas semelhantes observados na carência de Ca, em que se constata crescimento reduzido do sistema radicular.
Excesso
Redução na absorção principalmente de micronutrientes catiônicos.
Ferro
Completo amarelecimento das folhas jovens . O sintoma mais comum para a deficiência de ferro começa como uma clorose das folhas mais jovens e
evolui para uma clorose geral terminando com uma folha totalmente
branqueada . Dado que o ferro tem uma mobilidade reduzida , sintomas de
deficiência de ferro aparecem primeiro nas folhas mais jovens . A de-
ficiência em ferro está fortemente associada com solos calcários , condições anaeróbias , e muitas vezes é induzida por um excesso de metais pesados .
Medida Correção
Pulverização foliar de FeSO4 a 0,5%.
Boro
Deficiência
Redução no crescimento, recurvamento das folhas novas, progredindo para a morte do ápice.
O limbo foliar apresenta-se sem resistência, quebrando-se muito facilmente quando pressionado e rachando a nervura central.
O bulbo fica com aparência aquosa e pouco consistência.
Chochamento do bulbo durante o período de armazenamento.
Deficiência aguda causa a morte das plantas sem a formação de bulbo
Medida Correção
Aplicação foliar de 0,25% B é recomendada para plantas deficientes
Excesso
A toxicidade de B manisfesta-se por queimaduras marginais das folhas mais velhas (Magalhães, 1998; Gupta, 2001).
Zinco
Crescimento restrito e espirilamento das folhas no próprio eixo.
As folhas mostram necrose intervenal.
Nos estágios iniciais da deficiência de zinco as folhas mais jovens
tornam- se amarelas e ocorre corrosão nas superfícies
superiores internervais das folhas maduras. Com o progresso da
deficiência estes sintomas se desenvolvem em uma intensa necrose
intervenal mas as principais veias permanecem verdes .
Medida Correção
Pulverização foliar de ZnSO4 a 0,5% duas vezes num intervalo de um dia.
Excesso
Redução na absorção principalmente de micronutrientes catiônicos.
Manganês
Folhas mostram tipburn , encurvamento e clareamento na coloração.
Crescimento restrito. Bulbificação atrasado com deformações
(Menor teor de amido).
Medida Correção
pulverização foliar de MnSO4 a 0,3% duas vezes no intervalo quinzenal .
Excesso
- Menor absorção de Ca. Mg e micronutrientes, especialmente Fe, pela
planta.
-Diminuição na síntese de clorofila.
-Deficiência de auxina devido à maior oxidação do ácido indolacético.
- Em consequência dessas alterações ao nível molecular, observa-se clorose
internerval, encurtamento e deformação do limbo, manchas enegrecidas ao
longo dos tecidos condutores, nas pontas e margens das folhas ( Malavolta & Kliemann, 1985)
Enxofre
Deficiência
As folhas apresentam uma clorose geral. O amarelecimento é uniforme ao
longo de toda planta, incluindo as folhas jovens . Perda de qualidade orga
noléptica, pois alguns compostos voláteis contendo S contribuem para o
odor característico que se desprende do alho.
Medida Correção
Pulverização foliar de K2SO4 ou CaSO4 a 1% duas vezes no intervalo
quinzenal .
Magnésio
Deficiência
Clorose nas folhas mais velhas, da base para o ápice.
Excesso
Redução da absorção de outros nutrientes catiônicos especialmente K e Ca.
Cálcio
Deficiência
Paralisação do crescimento das raízes, tornando-se escuras, curtas e espessas. Ramificações também cessam o crescimento.
Na parte aérea, a carência apresenta-se como áreas necróticas no terço
médio das folhas novas e posteriormente, nas mais velhas, com dobra no
ponto de necrose e morte do ápice (Couto, 1985).
Excesso
Redução da absorção de outros nutrientes catiônicos, especialmente K e Mg
Potássio
Deficiência
Como o potássio é muito móvel dentro da planta , os sintomas só se
desenvolvem em folhas jovens , no caso de deficiência extrema .
Sintomas como tipburn, folhas verde escuro.
Folhas mais velhas tornam-se amarelas e necróticas .
Medida Correção
A aplicação foliar de K2SO4 1% duas vezes num intervalo semanal
Excesso
Redução da absorção de outros nutrientes catiônicos, especialmente o Mg.
Redução do potencial hídrico do solo (efeito salinidade).
Fósforo
Deficiência
A rápida redistribuição do fósforo (P) de orgãos mais velhos os mais
novos quando ocorre a carência do elemento faz com que as folhas mais velhas
sejam as primeiras a mostrar os sintomas de deficiência (Malavolta 1980;
Malavolta et al., 1989).
A carência de P causa distúrbios imediatos e severos no metabolismo e no
desenvolvimento da planta.
Crescimento lento. A cor da folha fica verde claro e bulbos têm extremidades secas.
Tipburn nas folhas mais velhas .
Medida
de Correção:
Aplicação no solo da dose recomendada de fósforo deve ser aplicado no
momento do plantio. Caso identifique-se no pós plantio a pulverização
foliar de DAP 2 %, duas vezes em intervalos de duas semanas pode
ajudar a reduzir a perda de safra.
Excesso
Pode atuar negativamente sobre a absorção de micronutrientes,
especialmente do Zn.
Nitrogenio
Deficiência
O maior efeito de nitrogênio (N) é a interferência na síntese de
proteína e, portanto, no crescimento da planta.
O sintoma precoce de deficiência é o amarelecimento geral ou clorose das
folhas, devido à inibição da síntese de clorofila (Epstein 1978). Na planta
esse sintoma inicia-se nas folhas mais velhas, do ápice em direção à
base(Magalhães et al., 1979; Couto, 1985).
Menor acúmulo de massa seca no bulbo.
Folhas tornam-se
amareladas e com aspecto e ereto
ondulado, murchas e de tamanho pequeno. Na maturidade o tecido sobre os bulbos
se torna frágil.
Medida
de Correção:
pulverização foliar de Ureia 1% ou DAP 2% duas vezes em intervalos semanais.
Excesso
Atraso na bulbificação e, consequentemente, maior ciclo cultural.
Menor peso do bulbo.
Aumento a incidência de superbrotamento ou pseudoperfilhamento.
Aumenta o chochamento de bulbos durante o período de armazenamento.
Teores de nutrientes
Nas tabelas 3 e 4, encontram-se os teores de macro e micronutrientes
considerados adequados para a planta de alho, segundo vários autores.
Absorção e acumulo de Nutrientes
Tabela 1: Quantidade de Macronutrientes acumulada na cultura do alho.Tabela 2: Quantidade de Micronutrientes acumulada na cultura do alho
Demanda Nutricional
Em solos de baixa fertilidade natural, deve-se proceder com um pré preparo
visando elevar suas qualidades através da calagem, adubação orgânica em demasia
e correta aplicação de fertilizantes. Solos
de fertilidade natural elevado se apresentam como ideais para a produção , bem
como tem-se melhor produção em solos de
textura média, com boas propriedades físicas, preferencialmente rico em matéria
orgânica e com alta disponibilidade de nutrientes.
Informação Botânica
A botânica classifica todos os tipos de alho derivados da espécie Allium
sativum. Desta espécie, origina-se duas subespécies: a Ophioscorodon
e a Sativum. Existem oito variedades de alhos provindas dessas duas
subespécies. Seis são do tipo Ophioscorodon e se chamam: Asiátivo,
Criolo, Listra Roxa, Listra Roxa Marmorizada, Porcelana e o Racambole e os dois
do tipo Sativum: o Alcachofra e o Prata.
Abaixo dessas oito variedades, existem outros 17 grupos de
bub-variedades de alho. Acredita-se que exista mais de 600 sub-variedades de
alho no mundo. Isso ocorre porque as características individuais do alho são
modificadas de acordo com as condições de cultivo, solo, temperatura, período
de chuvas e altitude.
Classificação Ciêntifica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Asparagales
Família: Liliaceae
Gênero: Allium
Espécie: A. Sativum
Introdução
Esta cultura perene é uma erva bulbosa com odor forte e
característico de alimentos ricos em compostos sulfurados.
Tem
origem nas zonas temperadas da Ásia Central dada a presença de um tipo
silvestre(Allium longicuspis) capaz de produzir sementes viáveis.
Sua difusão se deu pelo Mar Mediterrâneo chegando a América
provavelmente com os Espanhóis ou Franceses.
Os principais produtores são China, Índia e Coréia do Sul , sendo que o
Brasil figura como produtor e importador.
O
alho é rico em compostos a base de enxofre responsáveis pelos seu aroma e
sabor,dando-lhe a condição de condimento.
É utilizado in natura, em
pasta,desidratado,em grânulos ou pó.Pode ser utilizado devido seus atributos
terapêuticos como antisséptico, diurético, sudorifico, expectorante, diabetes,
asma, vermífugo , etc.
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